"Indio fazer barulho": o PT e as FARC

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"Indio fazer barulho": o PT e as FARC

Mensagem por Mineirinho em Qui Jul 29, 2010 3:39 pm

"Transportaind" via Ctrl+C. Tá lá e trouxe pra cá. Meu primeiro tópico aqui.

Começou a batalha política. Podemos nos preparar para o sempre mais do mesmo: denuncismos, escândalos, dossiês, baixarias... E, em meio a essa praça de guerra, estamos nós, os eleitores responsáveis por eleger nossos representantes por longos 4 anos, inclusive, nestas eleições em 2010, colocaremos lá na Capital Federal, aquele (ou aquela, tudo é possível) que irá dirigir a nossa nação. E o negócio já começou a esquentar.

“Lula tudo pode, o Indio não.” Defendendo essa tese, vários comentaristas, como Dora Kramer e Lúcia Hipólito, desceram a borduna sobre o jovem deputado Indio da Costa (DEM), que, erguido à vice de José Serra, acusou o PT de ligações com as Farc e o narcotráfico.Teria que separar Farc de narcotráfico? O pecado dele estaria nisso. Não separou, no breve pronunciamento, o que de fato parece tão unido como a unha ao dedo. Mas ele deixou a bola levantada para um craque como Lula espinafrar alguém numa próxima oportunidade. Talvez tratando de "ignorantes e imbecis" os que dele divergem. Observe-se, no entanto, que Indio, como candidato, tem direito a expressar o que pensa. E se pensa errado, as urnas o condenarão. O presidente do PT, ameaçando-o de processos, apenas realça a importância da acusação ou do factoide, levando muitos (nos quais eu entro) para uma análise dessa pendenga.

Mas qual a reclamação? É notória a ligação do governo Lula com as Farc, já que parlamentares do PT, além de não esconderem as relações diretas, fazem proselitismo do bando narcoterrorista de inspiração marxista. Os anais da instituição registram tudo. Trata-se de ler o que está gravado. As Farc sobreviveram ultimamente por Hugo Chávez, Rafael Correa, Evo Morales e simpatizantes esparsos do planeta marxista. Os brasileiros entram exatamente nesta última categoria, mas preferem manter um véu de anonimato para não espantar como "lobo mau" o chapeuzinho vermelho. Farc e narcotráfico, na selva colombiana, convivem e se escoram reciprocamente. Não é por outra que Fernandinho Beira-Mar com eles fazia a festa e excelentes negócios até ser preso. No Brasil já foram identificados agentes das Farc (remeto para detalhes no Google) ministrando cursos de guerrilha aos traficantes do Rio de Janeiro, na favela do Alemão, e em várias favelas de São Paulo. Até o MST, na divisa do Paraguai, contou com instrutores das Farc. Não para plantar e colher, mas para capacitar sua tropa de choque em ações de guerrilha. Se não houve maior estardalhaço ao identificar os instrutores das Farc foi porque o ambiente brasileiro é acolhedor. Veja-se o caso de Olivério Medina, estrela de primeira grandeza do bando colombiano, preso em 2005 pela Polícia Federal e de imediato agraciado com o asilo político concedido por Lula. Hoje ele é de fato o "embaixador das Farc no Brasil". Dialoga com os entes do governo e ainda foi agraciado com cargo de confiança para sua companheira, codinome "Mona" (que recebe sem trabalhar), no Ministério da Pesca. A solicitação para empregar Mona vem de um ofício de outra ex-guerrilheira: Dilma Rousseff.

Mas o PT e as Farc sentam-se oficialmente à mesma mesa (como diz Clóvis Rossi na "Folha") no Foro de São Paulo, uma espécie de parlamento latino-americano de movimentos marxistas (PT incluído) para direcionar seus esforços. Portanto, pouco adianta negar o laço estreito e cabal do PT com as Farc. Melhor seria explicá-lo com os pingos nos "is". As ligações com o governo são visíveis para quem tem vista e, para entender melhor, pode-se recorrer a Raúl Reyes, comandante das Farc que, ao cair em combate na selva, abandonou um computador com o mapa dos "notáveis" apoiadores do Brasil. José Dirceu, Gilberto Carvalho, Celso Amorim, Carlos Alberto Garcia, Paulo Vannucci, Perly Cipriano etc., todos eles inquilinos do Planalto. Nas 85 mensagens postadas por Reyes com relação ao Brasil, entram também sindicatos e deputados "amigos", alguns até como contribuintes com remessa de dólares para apoiar Reyes na pior fase de enfrentamento do governo colombiano.

Pois é, se Indio tentar forçar em plena campanha eleitoral a discussão sobre as relações do PT com as Farc, não é nenhum pecado, é uma forma de esclarecimento do eleitor. Indio, nisso, mostra uma coragem ou uma ousadia que os tucanos nunca tiveram. Estejamos, pois atentos, e não permitamos que o asco, a ojeriza, a repulsa que muitas vezes sentimos pela política, transforme a democracia – que muitos de nossos antepassados vislumbraram (alguns por ela até lutaram), conquistada a duras penas – em papel higiênico e, consequentemente, contribuamos para que Brasília continue a ser esse verdadeiro reservatório de fezes.
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